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Bolsonaro e Moro representam país conflagrado e institucionalidade no lixo

  Reinaldo Azevedo - Sergio Moro, que pretende disputar a Presidência pelo Podemos, está em campanha há sete anos. Convenham: para tão longa trajetória, o resultado tem sido, até agora, bastante acanhado. Menos em certo colunismo entusiasmado. A grande festa de lançamento do livro "Contra o Sistema de Corrupção" deveria ter acontecido em Curitiba, no dia 2. Reservaram um auditório para 2.300 pessoas. Apareceram 800. Pouco para a cidade que até batizou uma República fictícia. Nesta quinta, foi a vez do Rio. O encontro se deu no Teatro dos Quatro, que comporta 400 pessoas. Tenho certa curiosidade para saber quantas eles conseguiria reunir num comício. Dedicou-se, mais uma vez, à sua especialidade: fazer futrica contra ministros do Supremo, disparar ligeirezas populistas contra o sistema judicial e incentivar a politização do Judiciário. Na plateia, estava Marcelo Bretas, que já foi aliado de Wilson Witzel, bandeando-se depois para Jair Bolsonaro. Pelo visto, busca se reposicio...

Fascismo de segunda mão: Moro recicla militares que Bolsonaro jogou no lixo

 Por ora, as figuras mais proeminentes do generalato morista, chutadas pela escandalosa interferência de Carluxo na primeira parte do governo Bolsonaro, que foram Santos Cruz e Rego Barros. Pelo menos esta é a imagem introdutória que Moro está utilizando para formar, digamos, uma onda fascista de segunda mão. A transferência de figuras simbólicas do bolsonarismo para o morismo representa bem mais do que uma energia mecânica, a coisa tem método para atingir “aquele povo” que abandonou ou abandonará Bolsonaro até 2022 e que hoje representa, segundo estrategistas em eleição, um barril de pólvora contra Bolsonaro. Independente do sangue que será jorrado na guerra entre criador e criatura, uma coisa é certa, em termos de fascismo, Moro recicla figuras para posar na vitrine como o próprio ouro dos camisas pretas tropicais. Moro, que quando ministro, nunca mostrou qualquer traço de soberania diante de Bolsonaro, virou uma espécie de abridor de portas para militares descontentes com o ex-m...