De onde menos se espera é que não sai nada mesmo, e não é surpresa nenhuma para ninguém a decisão do TSE de não cassar a chapa Bolsonaro-Mourão pelos disparos ilegais de mensagens e fake news durante a campanha de 2018. Não que o tribunal tenha isentado o presidente da República da prática desses atos, que foram praticados e são claramente crimes eleitorais. Mas a alegação de que não há provas sobre seu grau de influência no resultado da eleição, que pode ser até verdadeira, esconde a questão principal: três anos depois, seria razoável cassar uma chapa que já tomou posse e governou até agora? Seria até cômico se não fosse trágico. Uma vez cassados Bolsonaro e Mourão, quem se sentaria na cadeira? Fernando Haddad, o segundo colocado, para governar por um ano em meio ao caos deixado por Bolsonaro? Ou seria declarada a vacância da presidência da República e realizada nova eleição, que a Constituição manda ser indireta por ocorrer nos dois últimos anos do mandato em curso? Já pensou o...
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