Sou filho e neto de evangélicos, não que isso possa me dar algum tipo de status espiritual ou que, de alguma forma, possa me tornar melhor que alguém, mas me ajuda a pensar o cenário evangélico a partir de lembranças e experiências vividas nos últimos cinquenta anos. Cresci na igreja protestante, meus pais de linha tradicional, meus avós pentecostais. Fui ensinado desde a tenra idade que tínhamos uma conduta que caracterizava de forma clara nossa crença. Nunca fomos dados a extravagâncias, antes, procurávamos ser honestos e verdadeiros. Lembro-me das pessoas dizerem na escola que se quisessem alguém correto, que procurassem um evangélico. Mas o tempo passou. Na adolescência, vivi a influência “gospel” americana que chegava com muita força, especialmente nas músicas que cantávamos nos cultos. Aos poucos foram surgindo grupos musicais jovens onde eram introduzidos instrumentos elétricos, baterias e microfones. Com o tempo esses grupos se tornaram bandas e, já na minha fase adulta, v...
O Repuxo é um blog progressista com matérias e notícias atualizadas a todo momento