Emissora do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, tenta conter entrada de grupos internacionais no capital de concorrentes. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cedeu à pressão do bispo Edir Macedo, dono da Record, e barrou uma PEC (proposta de emenda à Constituição) do Ministério das Comunicações que prevê uma reforma na radiodifusão e a abertura da mídia ao capital estrangeiro. Hoje, a Constituição veta estrangeiros no controle de empresas de comunicação. A participação financeira de grupos de fora está limitada a 30%. Apesar de discordarem dos mecanismos de abertura existentes na minuta da PEC, as demais emissoras —principalmente Globo, Band e RedeTV!— defendem a entrada irrestrita dos estrangeiros no país. Os canais viram na postura da Record uma forma de retardar a internacionalização dos concorrentes, que, segundo pessoas que participam das conversas, prospectam parceiros globais. Assessores do Palácio do Planalto afirmam que o pleito da Record, uma das principais al...
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