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Mostrando postagens com o rótulo inflação

Dieese vê 2022 ‘mais do mesmo’ e receia crescimento zero, além de inflação ainda alta

  Com recuperação tímida e desigual da economia após o início da pandemia, e muitas incertezas, o Dieese traça um cenário pessimista para 2022. Por enquanto, o instituto espera um ano “mais do mesmo”, com baixo crescimento e inflação ainda elevada. Mas o processo eleitoral deixa tudo ainda mais nebuloso, informa a Rede Brasil Atual. “As eleições em outubro tornam as previsões ainda mais difíceis, ainda mais com um governo que busca a reeleição a qualquer preço, inclusive questionando, por antecipação, a lisura do processo eleitoral”, afirma o Dieese. “Assim, avalia-se que, em um cenário otimista, o PIB poderá crescer em torno de 1,4% e, em um cenário pessimista, poderá cair até 1,5%. No momento, o cenário indica crescimento zero (0%) em 2022”, acrescenta. Efeito estatístico Neste ano, o instituto acredita que o crescimento do PIB ficará entre 4% e 4,5%, mas salienta que isso se dará muito mais por efeito estatístico, já que a base de comparação é muito baixa. Em 2020, a economia ca...

Enquanto a fome se difunde e a inflação dos alimentos se torna insuportável à população, o consumo dos ricos voltou a ser cada vez mais deslocado da produção nacional

  Marcio Pochmann - Em plena terceira década do século XXI, os dados mostram que, no Brasil, o consumo dos ricos voltou a ser cada vez mais deslocado da produção nacional, pois provém do exterior e é financiado pelo saldo comercial dependente das exportações agrominerais. São as contradições perversas que afloram no Brasil. Com o mercado interno associado crescentemente à demanda dos não ricos brasileiros, em geral, emerge a contradição de o país ser simultaneamente o terceiro maior produtor e o segundo maior exportador de alimentos do mundo, enquanto a fome se difunde e a inflação dos alimentos se torna insuportável à população. Com o avanço do modelo de substituição da produção nacional por importados, o país exporta empregos. Ao mesmo tempo, registra em 2021 quase 60 mil brasileiros detidos na tentativa ilegal de cruzar a fronteira do México para Estados Unidos, um recorde. Após o grande esforço nacional de elevação da escolaridade, com a ampliação do Ensino Médio e Superior, a...

Custo Bolsonaro justifica grande parte da inflação que corrói a vida dos brasileiros

  É o que diz economista José Luís Oreiro. Ele analisou as causas da crescente inflação brasileira, que, levando em consideração os últimos 12 meses, supera 10,05%. A alta registrada está bem acima das médias para os países emergentes e o restante do mundo, aponta a FGV. O economista ressaltou que especialmente os países emergentes, como Turquia e Argentina, sofreram depreciação cambial durante a pandemia da Covid-19, o que gera pressão sobre os preços no mercado interno. Nessa condição, é “natural” que o real seja desvalorizado, avaliou Oreiro. “O Brasil não foi o único em desenvolvimento que passou por uma desvalorização no câmbio. A Turquia também teve, a Argentina, etc. Basicamente, porque quando começou a pandemia, há aumento da percepção de incerteza no mundo e os capitais fluem dos países em desenvolvimento para os Estados Unidos e para Europa”, disse.  Contudo, o caso brasileiro chama a atenção pela magnitude das alterações. De acordo com o economista, a crise do real ...